Se você só quer que eu escolha: eu compraria Surfshark para a maioria das casas em 2026. Mas existe um grupo para quem essa recomendação estaria simplesmente errada.
A busca por uma boa VPN costuma cansar rápido porque o mercado adotou o péssimo hábito de soterrar o usuário em dezenas de tabelas comparativas. Na prática, quase todas as marcas consagradas prometem "velocidade ultrarrápida", segurança militar e desbloqueio total de streaming. Quando você coloca Surfshark e Proton VPN lado a lado, porém, percebe que a disputa não é sobre qual serviço tem a tecnologia mais impressionante no papel, mas sobre qual das vantagens reais de cada um você vai de fato usar na sua rotina.

Se você vai pagar e não tem uma exigência especial, eu começaria pelo Surfshark
Para quem decidiu pagar por uma VPN e busca um aplicativo funcional para o dia a dia, o Surfshark entrega a equação mais conveniente. A razão número um é direta e prática: conexões simultâneas ilimitadas em uma única conta.
Resumo do artigo e adequação do produto
Resposta central
Para a maioria das casas que vai pagar por uma VPN em 2026, o artigo prefere Surfshark pela praticidade e pelas conexões simultâneas ilimitadas. Proton VPN passa à frente quando privacidade verificável e código aberto são o critério principal, e seu plano gratuito pode bastar para uso simples em um único dispositivo.
O que importa neste caso
- Melhor para: Quem está decidindo entre Surfshark e Proton VPN e quer escolher pelo uso real, não por uma tabela de recursos.
- Ponto-chave: Surfshark favorece casas com muitos aparelhos; Proton se destaca em transparência, código aberto, Secure Core e opção gratuita.
- Limite importante: A escolha muda se o requisito principal for governança de privacidade, uso gratuito ou mobilidade com trocas frequentes de rede.
- Adequação do OnlydogVPN: OnlydogVPN aparece como alternativa para quem viaja e prefere roteamento automático e recuperação entre redes, não como substituto direto das vantagens centrais de Surfshark ou Proton.
Fontes citadas no texto: conexões simultâneas ilimitadas · quinto ano seguido de auditorias externas
Fonte do produto: site oficial do OnlydogVPN.
Enquanto a maioria dos concorrentes sérios impõe limites rígidos — o plano Proton VPN Plus, por exemplo, estabelece um teto de até 10 conexões ativas por assinatura —, o Surfshark permite conectar quantos aparelhos você tiver. Em uma residência comum, atingir dez aparelhos é surpreendentemente fácil: dois celulares, dois computadores de trabalho, um tablet, uma Smart TV, um TV box e o smartphone de mais alguém já consomem quase todo o pacote. Ter que desconectar a TV da sala para conseguir abrir o aplicativo no notebook é o tipo de atrito desnecessário que o Surfshark simplesmente elimina.
Além dessa folga nos limites, ele reúne recursos cotidianos muito práticos:
- Bloqueador integrado de anúncios e rastreadores;
- Função de split tunneling, que permite manter aplicativos bancários fora do túnel da VPN enquanto o resto do tráfego navega protegido;
- Possibilidade de contratar IP estático ou dedicado quando você precisa acessar servidores remotos ou sistemas corporativos sem acionar alertas constantes de segurança.
Isso não significa que o Surfshark seja invencível em velocidade absoluta ou que desbloqueie todas as plataformas de streaming sem nunca falhar. Qualquer análise séria de desempenho em 2026 mostra que latência e taxas de transferência flutuam conforme a rota, o provedor local e o horário de pico. Mas, no conjunto da obra, para o perfil de uso doméstico e familiar, é o serviço que entrega o retorno mais direto pelo investimento.
Mas não escolha Surfshark achando que Proton é “menos completo”
É importante desfazer um equívoco comum: o fato de o Surfshark ser a recomendação geral mais conveniente não torna o Proton VPN um produto incompleto ou inferior. Pelo contrário.
Ambos os provedores já ultrapassaram com folga o patamar básico de qualidade exigido de uma VPN paga e confiável:
- Políticas rigorosas de ausência de registros (no-logs);
- Recursos automáticos de corte de conexão (kill switch) caso o túnel caia;
- Bloqueio eficiente de publicidade invasiva e rastreadores;
- Suporte nativo aos principais sistemas operacionais;
- Verificações periódicas por empresas de auditoria externa independente.
O Surfshark, por exemplo, teve sua política no-logs validada pela Deloitte em auditorias consecutivas e mantém centros de transparência ativos. O Proton VPN, por sua vez, anunciou em 2026 a conclusão bem-sucedida do seu quinto ano seguido de auditorias externas confirmando a ausência de registros.
Portanto, discutir pequenas variações na contagem total de servidores ou décimos de megabit em picos de velocidade raramente mudará a experiência real de quem navega. O que realmente define a escolha são os fundamentos de arquitetura e a governança de cada serviço.
Se sua pergunta principal é “em quem eu confio com meu tráfego?”, Proton passa à frente
É aqui que a balança vira com força a favor do Proton VPN.
Se a sua principal motivação ao assinar uma VPN não é compartilhar a conta com a família inteira, mas sim reduzir ao mínimo absoluto a necessidade de confiar cegamente na empresa que opera o serviço, a Proton construiu uma infraestrutura muito mais transparente.
Três pilares sustentam essa diferença:
- Jurisdição suíça: a Proton tem sede na Suíça, beneficiando-se de leis rígidas de privacidade que não estão subordinadas a acordos amplos de compartilhamento de dados como a aliança dos 14 Eyes.
- Código totalmente aberto (open source): ao contrário de quase todo o mercado comercial de VPNs, os aplicativos da Proton têm seu código-fonte aberto e auditado publicamente por terceiros. Qualquer especialista pode verificar o que o software realmente faz no seu aparelho.
- Servidores Secure Core: esse recurso exclusivo roteia sua conexão primeiro através de servidores subterrâneos blindados, pertencentes e operados exclusivamente pela Proton em jurisdições de alta proteção (como Suíça, Islândia ou Suécia), antes de direcionar seu tráfego para o país de destino. Mesmo que o servidor final em um país de risco fosse comprometido, sua verdadeira origem continuaria oculta.
Para jornalistas investigativos, ativistas, pesquisadores ou usuários que tratam privacidade como um requisito inegociável, o Proton VPN é a escolha técnica correta. Não se trata de rotular o Surfshark como inseguro — seus relatórios públicos de transparência inclusive registram episódios recentes em que ordens judiciais não puderam ser cumpridas porque simplesmente não existia tráfego registrado para entregar. A questão é que o Proton exige muito menos fé no fornecedor e entrega muito mais ferramentas de verificação palpável.

Proton também tem uma vantagem única: você pode descobrir que não precisa pagar
Há outro cenário comum: usuários que precisam apenas de uma camada pontual de proteção para navegação simples em um único dispositivo. Para esse grupo, o Proton VPN tem uma carta na manga difícil de ignorar: o Proton Free.
Diferente de testes gratuitos camuflados ou serviços suspeitos que monetizam os dados da sua navegação, a versão gratuita da Proton é legítima:
- Sem limite mensal de dados;
- Mantém rigorosamente a mesma política sem registros de atividade;
- Não exige cadastro de cartão de crédito para começar.
Existem limites claros, naturalmente. No plano gratuito você conecta apenas um dispositivo por vez, não tem acesso aos servidores voltados para streaming nem ao Secure Core, e não pode escolher manualmente a cidade ou país de conexão — o aplicativo aloca automaticamente a rota disponível entre um conjunto restrito de servidores.
Ainda assim, essa divisão simplifica o processo de decisão:
- Se você só precisa de uma VPN confiável para proteger o celular em redes Wi-Fi públicas ocasionais e não faz questão de escolher a localização do servidor, o Proton Free pode resolver sua demanda sem custar um centavo.
- Se você precisa de múltiplos aparelhos, IPs dedicados, catálogo global de localidades e recursos avançados, a disputa volta a ser entre Surfshark e o plano pago Proton Plus.
Há um terceiro caso em que eu não escolheria nenhum dos dois
Tanto o Surfshark quanto o Proton foram projetados sob a premissa de um usuário que aceita interagir com o software: abrir o menu, escolher países na lista, testar protocolos ou reconfigurar opções quando a conexão engasga.
Mas existe um perfil de uso muito frequente onde isso se torna irritante: o usuário móvel, que passa o dia transitando entre Wi-Fi do aeroporto, rede do hotel, dados móveis e cartões eSIM internacionais. Nesses contextos de constante alternância de redes e sinal oscilante, o problema mais comum não é a falta de opções de servidor ou a filosofia de criptografia — é a conexão travar, perder o tráfego de internet e exigir que você fique abrindo o app para desconectar, reconectar e escolher outra rota manual.
Para essa dor de cabeça operacional, o OnlydogVPN↗ apresenta uma abordagem mais eficiente. Em vez de entregar uma lista crua com milhares de servidores geográficos, a ferramenta organiza sua conexão por meio de presets orientados ao cenário pretendido e roteamento inteligente. Quando a conexão móvel cai ou o aparelho pula do 5G para o Wi-Fi público de uma cafeteria, seu sistema de recuperação rápida restabelece o fluxo sem que você precise gerenciar a rota na mão.
Ele não substitui o Proton se você procura governança suíça e código aberto, nem supera o Surfshark se o objetivo é conectar vinte aparelhos da família em dezenas de localizações mundiais. O papel do OnlydogVPN é outro: atender quem está cansado de gerenciar a VPN e quer apenas que ela funcione silenciosamente em segundo plano, sem interrupções.
Como eu separaria esses três casos
A decisão para 2026 se resume a três perfis claros:
- Surfshark: a melhor escolha para quem vai pagar e busca a melhor experiência prática para múltiplos aparelhos, famílias e entretenimento sem dores de cabeça com limites.
- Proton VPN: a escolha definitiva se o seu critério principal é privacidade verificável, código aberto e infraestrutura blindada — ou se você só precisa de uma excelente VPN gratuita para uso pontual em um aparelho.
- OnlydogVPN: a alternativa mais indicada se você vive em movimento e percebeu que a sua maior frustração não é o número de servidores, mas ter que administrar e reconectar a VPN toda vez que muda de rede.
Alguns links que consultei na época
- Surfshark Support: How many devices can I use with Surfshark simultaneously? (support.surfshark.com)
- Surfshark: Compare plans & pricing. (surfshark.com)
- Surfshark Trust Center: audits, no-logs assurance and infrastructure assessments. (surfshark.com)
- Surfshark: Transparency Report. (surfshark.com)
- Proton VPN: Proton VPN plans explained. (protonvpn.com)
- Proton VPN: Pricing and Proton Free. (protonvpn.com)
- Proton VPN: Does Proton VPN keep logs? (protonvpn.com)
- Proton VPN: Proton VPN passes 5th annual external audit of no-logs policy. (protonvpn.com)
- Proton VPN: What is Secure Core? (protonvpn.com)
- TechRadar: Surfshark VPN review 2026 — a fully-featured, low cost privacy solution. (techradar.com)
- OnlydogVPN: Android VPN Connected but No Internet — automatic routing, scenario presets and network-switch recovery. (en.OnlydogVPN.com)
Perguntas frequentes
Qual dos dois é mais prático para uma casa com muitos aparelhos?
O artigo favorece Surfshark porque permite conexões simultâneas ilimitadas, evitando o atrito de desconectar um aparelho para usar outro.
Quando Proton VPN é a escolha mais forte?
Quando a prioridade é privacidade verificável: o artigo destaca jurisdição suíça, aplicativos de código aberto, auditorias e a arquitetura Secure Core.
O Proton Free pode ser suficiente?
Sim, para uso pontual e simples em um único dispositivo, desde que você aceite as limitações de localização, streaming e recursos avançados descritas no artigo.